O microcrédito surge como uma ferramenta poderosa para combater a desigualdade e fomentar a economia local.
Ele direciona empréstimos de pequeno valor para aqueles que, historicamente, ficaram à margem do sistema financeiro tradicional.
No Brasil, o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) lidera essa transformação.
O PNMPO tem um impacto significativo, com milhões de contratos firmados recentemente.
Entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, foram registrados 11,8 milhões de contratos.
O valor total concedido atingiu impressionantes R$ 44 bilhões em todo o país.
A taxa de inadimplência mantém-se baixa, em torno de 3,5%, o que demonstra a eficácia do programa.
A expansão institucional incluiu 1.441 novas instituições habilitadas, ampliando o acesso.
A participação regional destaca o Nordeste, onde as mulheres representam 68% dos tomadores.
A distribuição por gênero revela um predomínio feminino marcante no acesso ao microcrédito.
Mulheres somam 7,6 milhões de contratos, mais da metade do total.
Em números absolutos, 3.030.588 mulheres foram atendidas, representando 67% dos tomadores.
Homens correspondem a 1.497.493, ou 33%, evidenciando um viés positivo para a equidade.
Globalmente, o microcrédito é um setor em rápido crescimento, com projeções otimistas.
Em 2025, o tamanho do mercado é estimado em USD 108,96 bilhões.
Para 2026, espera-se alcançar USD 119,94 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,2% até 2035.
Até 2035, o mercado pode chegar a USD 315 bilhões, impulsionado por regiões como Ásia-Pacífico.
Esta região deve representar 47% do mercado em 2035, com países como China e Índia na liderança.
No entanto, altas taxas de inadimplência persistem como um risco, devido a perfis de baixo crédito.
No Brasil, a necessidade por microcrédito é alta, especialmente entre pequenas empresas e a população desbancada.
Bancos como Banco do Brasil e Itaú oferecem programas especializados para atender essa demanda.
O crescimento geral do crédito em 2024 foi de 11,5%, com fintechs desempenhando um papel crucial.
Fintechs representam 25% do mercado de cartões e mais de 10% de empréstimos pessoais não consignados.
Isso impulsiona a inclusão financeira, mas desafios persistem, como a negação de crédito para mulheres.
Segundo o Instituto Rede Mulher Empreendedora (2023), 42% dos pedidos de crédito por mulheres são negados.
Homens tendem a demandar valores médios maiores, enquanto mulheres enfrentam remunerações menores e maior vulnerabilidade.
O crédito ao consumo atingiu 4.316,1 bilhões de BRL em outubro de 2025, um máximo histórico.
Projeções para 2026 indicam um valor em torno de 3.907,8 bilhões de BRL, com desaceleração.
Empréstimos crescem entre 9,5% e 10,7% anualmente em 2025, abaixo dos 11,5% em 2024.
Crédito a famílias varia de 11,1% a 11,5%, enquanto o corporativo fica entre 7% e 9,5%.
O microcrédito reduz desigualdades, com o PNMPO contribuindo significativamente para a equidade de renda por gênero.
Ao atingir mais mulheres, o programa promove o empoderamento econômico e social.
Mulheres empreendedoras somam 10 milhões no Brasil, de um total de 30 milhões, segundo o Sebrae (2024).
Elas representam 54,6% das intenções de empreender até 2026, de acordo com o Monitor Global de Empreendedorismo (2023).
Isso destaca o potencial do microcrédito para transformar comunidades inteiras através do empreendedorismo feminino.
Estudos, como o da UFG em parceria com a UnB, confirmam o predomínio feminino e avaliam impactos.
Diagnósticos nacionais apresentados em 2025 identificam gargalos e propõem melhorias.
A digitalização é um aliado chave, permitindo expansão com recursos limitados.
Mulheres enfrentam sobrecarga doméstica, falta de liderança e acesso a crédito favorável como obstáculos.
A instabilidade financeira e perfis de baixo crédito aumentam os riscos de inadimplência.
No mercado global, essa é uma preocupação constante, exigindo modelos de gestão eficazes.
No Brasil, a desaceleração do crescimento do crédito em 2025 pode limitar o acesso.
Propostas de melhoria incluem ajustes nos limites do PNMPO, atualmente fixados em lei.
O limite atual é de R$ 21 mil, com propostas de ampliação para R$ 50 mil.
Isso ajudaria a atender melhor microempresas e promover maior equidade.
Articulações entre governo e setor privado são essenciais para superar esses desafios.
As perspectivas futuras são promissoras, com a ampliação de limites e a integração de fintechs.
Políticas para 2026, discutidas em seminários como o da ABCRED/Sebrae, buscam estratégias para o Fampe Microcrédito.
Essa ferramenta é vital para Microempreendedores Individuais (MEIs) e para o desenvolvimento sustentável.
O microcrédito tem o potencial para criar ciclos virtuosos de crescimento econômico e inclusão.
Ao focar na redução de desigualdades, ele empodera indivíduos e fortalece comunidades.
Conclusivamente, o microcrédito não é apenas um instrumento financeiro, mas um catalisador de mudanças sociais profundas.
Incentiva a inovação, a resiliência e a construção de um futuro mais justo para todos.
Referências